Poucas coisas preocupam tanto os pais como um adolescente que "deixou de se importar" com a escola. Antes de concluir que é preguiça, vale a pena perceber o que está por trás, porque a falta de motivação é quase sempre um sintoma, não a causa.
Desmotivação raramente é preguiça
Por trás de um adolescente desmotivado costuma estar outra coisa: matéria atrasada que o faz sentir-se incapaz, medo de falhar, cansaço, questões emocionais, ou simplesmente não ver sentido no que estuda. Atacar a "preguiça" com castigos raramente resolve, porque não toca na verdadeira causa.
Ouvir antes de exigir
Um adolescente que sente que os pais só falam de notas fecha-se. Uma conversa genuína, sem sermão, sobre o que ele sente em relação à escola, abre muito mais portas. Às vezes, o simples facto de se sentir ouvido já muda alguma coisa.
Ligar o estudo ao que lhe interessa
A motivação nasce do sentido. Ajudar o adolescente a ligar o que estuda àquilo que lhe importa (os seus objetivos, os seus interesses, o futuro que imagina) dá-lhe uma razão que é dele, não imposta. "Estuda porque sim" nunca motivou ninguém.
Pequenas vitórias para quebrar o ciclo
Quem anda desmotivado muitas vezes está preso num ciclo de más notas e desânimo. Recuperar uma disciplina, ter um pequeno sucesso, sentir que afinal é capaz, pode quebrar esse ciclo. É por isso que um acompanhamento que devolva a sensação de competência costuma reacender a vontade.
Quando o problema é maior
Se a desmotivação vem acompanhada de tristeza persistente, isolamento ou mudanças grandes de comportamento, pode ser mais do que uma questão escolar. Nesses casos, procurar apoio psicológico não é exagero, é cuidar. A escola é importante, mas o bem-estar do adolescente vem primeiro.
Perguntas frequentes
Primeiro perceber a causa, porque a desmotivação raramente é preguiça: costuma esconder matéria atrasada, medo de falhar, cansaço ou falta de sentido. Ouvir sem sermão, ligar o estudo aos interesses dele e criar pequenas vitórias que devolvam a sensação de capacidade ajuda a reacender a vontade.
Raramente. Costuma ser sintoma de outra coisa — matéria atrasada, medo de falhar, cansaço ou falta de sentido — e um castigo não resolve nenhuma dessas causas.
Quando junta tristeza persistente, isolamento ou mudanças bruscas de comportamento, aí já pode ser mais do que uma questão escolar, e vale a pena procurar apoio psicológico.
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